Quando te encontrei
Por águas de solidão mergulhei,
por desertos de desilusões caminhei,
buscando o que havia perdido,
perdido o que ainda não havia achado.
Um coração partido e cheio de rancor,
uma vida dilacerada pelo tempo e a desordem.
Inundada em lamas de angústia,
ferida por golpes deferidos pela indiferença,
assim encontrava-se o meu ser quanto te conheci.
Vivendo um momento de total reformulação de meu ser,
circundada por uma realidade piêgas,
cercada por dúvidas e indecisões,
pensando o que fazer em meu mundo medíocre.
Encontrei-te sob a luz humana da lua,
em uma noite ilusória e facínora de nós,
o cupido desfere lentamente a sua flecha em nós.
Como uma folha perdida ao vento,
encontro-me perdida.
Insano és tu, árdil Amor.
Fizestes comigo o que bem entendia.
Condenou-me a dor da saudade.
"O que fazer se não te tenho?"
Como esquecer quem se ama?
Como esquecer quem se ama?
Fica falatando um pedaço de nós.
É como o céu sem lua,
mar sem ondas, vida sem oxigênio.
Por que se faz tão distante de mim?
Por que roubastes o meu coração?
Acaso não vês o quão dolorido é ficar sem ti?
Mostra-me uma solução para esta saudade-necessidade.
