AMOR EM JAPONÊS

AMOR EM JAPONÊS
"QUANTO MAIS CRESCE O AMOR EM VOCÊ,MAS AUMENTA SUA BELEZA!POIS O AMOR É O ALIMENTO DA ALMA!"

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Eu e a Lua

Sentada na varanda de minha casa
Observo a Lua no céu e noto que somos iguais.
Ela não tem seu brilho tão radiante como dantes!
Está ofuscada! Está morta! Está sombria!
Tudo isso porque está longe do seu amado,
Porque o amor que sente não pode ser correspondido...
E se correspondido, não pode ser vivido!

Sei bem quão grande é a dor que ela sente.
Sei o quanto são duras como rochas as lágrimas que ela despeja
[no mar.
Nem mesmo o brilho das estrelas ao seu redor é capaz de animá-la,
De fazê-la enxergar a beleza da vida que habita em seu ser!
Somente a escuridão lhe faz companhia!

Viajando na imensidão desse céu
Vou me comparando à Lua!
Também estou ofuscada! Morta! Sombria!
Também amo, mas o que é pior:
Sou correspondida! Mas não posso viver esse amor!
Não posso porque a hipocrisia humana não me arremete esse direito!
Não posso porque a charlatanice do mundo vem me dizer
Que esse amor é “impossível”!

Ora! Quem acha que são para me dizer isso?!
Não há nada impossível
E sim pessoas incapazes de lutar por aquilo que chamam de “sonhos”!
E definitivamente, eu não sou uma dessas pessoas!
Amo e não tenho vergonha do meu sentimento!
Quero ser feliz ao lado de quem me faz ditosa!

Mas, sem autonomia nenhuma de lutar por isso
Fico aqui, noctâmbula, olhando para a Lua e rezando o meu sofrer!
Penso em pegar uma escada e subir até ela,
Assim, uma fará companhia à outra!
Mas nem isso pode fazer!
Então, abandonada nesse canto do mundo,
Derramo meus prantos no clarão da Lua!

O vento sopra de fininho, como se acariciasse a Lua e eu.
Uma leve brisa começa a cair lá fora!
Quem sabe ela leva consigo as minhas lágrimas,
Quem sabe ela me leva junto com ela!
Quem sabe a dor seja pior do que eu imaginasse e me leva com ela
Arrasta-me para o infinito e lá, eu poderei esquecer-me do meu sofrer.

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